Mesmo quando o concreto usinado é produzido com rigor técnico e controle de qualidade, falhas durante a aplicação podem comprometer seriamente o desempenho da estrutura. As chamadas patologias do concreto geralmente não estão ligadas ao material em si, mas à execução inadequada no canteiro de obras.
Entre os problemas mais comuns estão as fissuras precoces, que podem surgir devido à retração plástica, à falta de cura adequada ou ao excesso de água adicionada durante a aplicação. Essas fissuras, embora muitas vezes superficiais, podem facilitar a entrada de agentes agressivos e reduzir a durabilidade da estrutura ao longo do tempo.
A segregação dos materiais é outra patologia recorrente. Ela ocorre quando há separação entre a argamassa e os agregados graúdos, geralmente causada por lançamento inadequado, excesso de vibração ou quedas livres excessivas do concreto. Esse fenômeno resulta em regiões com baixa resistência mecânica e acabamento deficiente.
Vazios internos e falhas de adensamento também representam riscos estruturais. A ausência de vibração adequada impede a eliminação do ar aprisionado, reduzindo a resistência à compressão e aumentando a permeabilidade do concreto. Com o tempo, esses vazios podem comprometer a proteção das armaduras.
A má execução demonstra que o desempenho do concreto usinado depende não apenas da produção em central, mas também do cuidado na aplicação, reforçando a importância de equipes treinadas e procedimentos bem definidos durante a concretagem.

